O Atlântico Norte na Era Viking

Para além de serem conhecidos como bárbaros e bravos guerreiros, os vikings também são lembrados pelo imaginário da Vikingmania, como valentes navegadores e ferozes piratas, características as quais desde o século XIX, surgidas com o Romantismo Nórdico, os associam com a vida marítima, passando a representa-los nas artes como um povo navegante durante a Idade Média.

Introdução

A presente seção temática consiste numa colaboração entre o Museu Virtual Marítimo EXEA e o Núcleo de Estudos Vikings e Escandinavos (NEVE), pela qual trazemos a este museu, um pouco da história desse curioso e fascinante povo que partiu do Mar do Norte no Oceano Atlântico, para desbravar territórios, saquear, guerrear, comercializar, ocupar e colonizar.

Dessa forma a seção temática intitulada O Atlântico Norte na Era Viking procurou focar na expansão dos nórdicos ao longo da chamada Era Viking (séculos VIII-XI), acompanhando o desenvolvimento cronológico de suas expedições, invasões, guerras e conquistas pelo Oceano Atlântico. Diante disso, não abordamos a expansão oriental pelo interior da Europa, chegando até a Ásia Menor e o Oriente Médio.

Mas antes de prosseguirmos para os acontecimentos históricos dessa expansão, cometamos um pouco de quem foram os vikings. Atualmente a palavra é usada de forma genérica no sentido de referir-se a essas populações como se fossem um único povo. Porém, em outros lugares da Europa, os vikings foram chamados de daneses, rus, varegues, varengos, majus, normandos, nórdicos, gall, etc. Apesar dessas diferenças, somente no século XIX é que o termo viking foi propriamente usado num sentido de povo como hoje conhecemos, para se referir as populações que viviam na Escandinávia e deram origem aos países da Dinamarca, Noruega, Suécia e Islândia.

Tais povos falavam a língua do nórdico antigo e alguns dialetos, cultuavam vários deuses como Odin, Thor, Freyr, Freyja, embora algumas pessoas fossem cristãs; o território era governado por uma aristocracia rural ou mercante, ou por nobres e reis. Eles possuíam uma legislação de base oral e algumas poucas cidades. Desenvolveram estilos artísticos, cunharam moedas, ergueram monumentos de pedra, construíram fortificações, pontes e muralhas.

Para além de uso associado com a ideia de povo, a palavra viking possuí outros significados, sendo referida como viajante que saí de uma baía, viajante marítimo, invasor do mar, pirata, comerciante de porto. Nota-se que o termo possui uma forte ligação com mar, referindo-se a uma ocupação marítima.

No entanto, nem todo os nórdicos eram vikings. A maior parte da população da Escandinávia da Era Viking vivia em fazendas e vilas, havendo poucas cidades naquele período. Tais pessoas viviam de ofícios diversos, sendo agricultores, pastores, caçadores, artesãos, ferreiros, carpinteiros, construtores, guerreiros, guardas, poetas, governantes, mercadores, costureiros, tecelões, curtidores, transportadores, comerciantes, joalheiros etc. Uma parte dessa população estava associada com os trabalhos do mar, atuando como pescadores, barqueiros, navegantes, comerciantes marítimos, marinheiros e alguns eram vikings.

Imagem: Selos postais das Ilhas Faroe, apresentando a vida cotidiana dos vikings (Postverk Føroya, 2005). CC0 1.0 Universal (CC0 1.0).

No caso daqueles que agiam como vikings, esses eram homens recrutados por algum chefe ou senhor (jarl) para formar uma tripulação no intuito de realizar expedições de saque, invasão e guerra. Tais homens não necessariamente eram guerreiros de profissão, já que não houve um exército profissional durante vários momentos da Era Viking. A maioria dos guerreiros eram convocados de seus outros ofícios para combaterem em determinadas épocas do ano, partindo em incursões a outros territórios ou em batalhas na própria Escandinávia.

Exposto esses breves comentários introdutórios, a seguir o visitante poderá conhecer um resumo da expansão nórdica pelo Oceano Atlântico.

Texto e pesquisa

Doutor Leandro Vilar Oliveira

Colaboração

Núcleo de Estudos Vikings e Escandinavos (NEVE) / UFPB / Brasil

Design da seção especial

Professor Doutor Ticiano Alves

Revisão ortográfica

Professora Ma. Raphaella Alves

Imagens

[Capa]. Carl Rasmussen. Summer in the Greenland coast circa year 1000. Pintura a óleo sobre tela. (Imagem original alterada). Licença: CC0 1.0 Universal (CC0 1.0).

[Imagem 1] Christian Blache. Absalons sejr over Bugislav. Rigsarkivet - Danish National Archives. Licença: Attribution-ShareAlike 2.0 Generic (CC BY-SA 2.0).

Referências / fontes (textos)

ARBMAN, Holger. Os Vikings. Tradução de Jerônimo Ludovice. São Paulo, Editora Verbo, 1971. (Coleção História Mundi).

BRINK, Stefan (ed.). The Viking World. London: Routledge, 2008.

GRAHAM-CAMPBELL, James (org.). Os Vikings. Barcelona, Ediciones Folio, S.A, 2006. (Coleção Grandes civilizações do passado). 

HAYWOOD, John. Historical Atlas of Vikings. London: The Penguin Books, 1995.

HAYWOOD, John. Northmen: The Viking Saga 793-1241 AD. London: Head of Zeus, 2015.

LANGER, Johnni (org.). Dicionário de história e cultura da Era Viking. São Paulo: Hedra, 2018.

PIRES, Hélio. Os Vikings em Portugal e na Galiza. Sintra: Zéfiro, 2017.

SAWYER, Peter (ed.). The Oxford Illustrated History of the Vikings. New York: Oxford University Press, 1997.

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