Escócia (VIII)

Ainda no século VIII, viajantes vikings visitaram a costa escocesa. Um dos ataques mais antigos registrados, ocorreu no Mosteiro de São Columbano, na ilha de Iona, em 795. Um dos mais importantes da região. Condição essa que o mosteiro e a ilha voltaram a serem saqueados em 802 e 806, e até outras vezes mais.

No século IX, novas incursões foram realizadas, o problema é que pouca documentação existe a respeito, pois em geral as fontes referem-se mais as expedições ocorridas na Inglaterra e Irlanda. E as fontes literárias não trazem registros históricos precisos. Apesar disso, sabe-se que devido as condições hostis da Escócia, além de seu clima pouco convidativo, os vikings preferiram evitar explorar o interior daquele território, permanecendo na costa e optando em ocupar e colonizar suas ilhas.

A Escócia é formada pelos importantes arquipélagos das Órcades e Shetlands no norte, as Hébridas exteriores e Hébridas interiores, ambas no oeste, e a Ilha de Man no sul. Apesar da maioria dos assentamentos nórdicos terem sido estabelecidos nessas ilhas, alguns povoados e acampamentos foram erguidos diretamente na Escócia, nas regiões de Caithness e Sutherland.

Não se sabe exatamente quando os primeiros assentamentos nórdicos foram estabelecidos na Escócia, mas eles são anteriores aos formados na Inglaterra. Condição essa que por volta de 840, o chefe Ketill, Nariz Achatado era referido como governante de parte das ilhas Hébridas. A presença nórdica se espalhou pelos outros arquipélagos escoceses, estendendo-se pelos séculos seguintes. Os irmãos Rognvald e Sigurd Eysteinsson passaram a governar como senhores (jarlar) das Órcades e Shetland, na segunda metade do IX, criando uma pequena dinastia na região que durou por mais de cem anos.  

Por sua vez, a ilha de Man foi ocupada no século IX, dando origem a um pequeno reino que durou mais de cem anos, estendendo-se para as outras ilhas escocesas. Man embora seja uma ilha com 48 quilômetros de extensão e 18 quilômetros de largura, possuía um bom clima e terras férteis, além de estar situada entre a Inglaterra e a Irlanda, tendo servido estrategicamente para os interesses dos jarlar de Man, assegurando o domínio daquela localidade e suas águas por quase duzentos anos.

Diferente da Inglaterra e da Irlanda, em que os vikings se estabeleceram nesses territórios, no caso escocês a presença nórdica foi mais marcante nas ilhas. Alguns dos fatores para isso era a condição de que a maioria das ilhas eram desabitadas ou pouco habitadas, o que favorecia instalar facilmente colônias ali, além de não haver ameaças dos pictos e outros povos que habitavam o interior escocês. Além disso, as ilhas também favoreciam a pecuária ovina e a pesca, além de serem postos de passagem para rotas de viagem e comerciais para a Inglaterra, Irlanda, Dinamarca, Noruega e Islândia.

Imagem: Mapa dos domínios vikings nas ilhas escocesas durante o século XI, no chamado Reino de Mann e Ilhas. Autor: Sémhur. Licença: CC BY-SA 1.0

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