Império Carolíngio (VIII)

Durante os séculos VIII e IX a França era referida como Francia, a terra habitada pelos francos, que na ocasião as tribos foram reunidas sob o governo da poderosa Dinastia Carolíngia (751-987). Em seu auge o império carolíngio abrangia os territórios atuais da França, Bélgica, Holanda, Frísia e sul da Alemanha. Tendo sido um dos reinos mais poderosos e ricos, principalmente durante o longo reinado de Carlos Magno (r. 768-814). Nessa época, os vikings passaram pela costa franca realizando missões de reconhecimento e um ataque em 799. A presença escandinava naquelas terras não era nova, já que os dinamarqueses já negociavam com os frísios anos antes. Todavia, somente no século IX ocorreram várias ondas de ataques ao império carolíngio.

Em 810 o rei Godofredo da Dinamarca invadiu com uma tropa, a região da Frísia (atualmente na Holanda e Alemanha), obrigando o imperador Carlos Magno a designar uma guarda fixa para proteger o litoral frísio pelos anos seguintes, já que ocorreram ataques em Boulogne e Aquitânia em 820. Anos se passaram e na década de 830 uma série de invasões ocorreram através dos rios. Os vikings sabendo que as cidades mais prósperas não ficavam no litoral, passaram a adentrar o interior. Dorestad (atualmente na Alemanha), foi saqueada entre 834 e 837. Próximo a cidade da Antuérpia (atualmente na Bélgica) ocorreu uma grande batalha em 837.

Nos anos seguintes novos ataques passaram a ocorrer e o danegeld foi cobrado. O rei Horik I da Dinamarca liderou uma incursão à cidade de Hamburgo (atualmente na Alemanha). O império carolíngio vivia em crise política devido ao desentendimento entre os herdeiros de Carlos Magno, fragilizando o governo central, o que levou o império a ser dividido em três reinos. Devido a essa fraqueza política, em 845 os vikings realizaram o primeiro ataque à Paris.

O ataque à Paris em 845 foi tão preocupante na época, que um clérigo chamado Ermentarius de Noirmoutier, relatou o seguinte:

"O número de navios aumenta: a torrente interminável de vikings parece não parar. Por toda a parte os cristãos são vítimas de suas chacinas, incêndios e espoliações. Os Vikings, no seu caminho, tomam tudo e ninguém lhes resiste: apoderam-se de Bordéus, Périgueux, Limoges, Angoulème e Toulouse. Angers, Tours e Orleãs são aniquiladas e uma esquadra numerosa sobre o Sena e o perigo torna-se mais intenso em toda aquela região. Ruão perde-se, saqueada. Paris, Beavauis e Meaux são tomadas, a resistente fortaleza de Melun é arrasada, Chartres ocupada, Evreux e Bayeux são saqueadas e todas as cidades sitiadas. Raras são as cidades e os mosteiros que escapam: toda a gente foge e poucos ousam dizer - ficai e lutai pelas nossas terras, pelas nossas crianças, pelos nossos lares! Na sua inconsciência, preocupados com rivalidades, resgatam com tributos o que deveriam defender com a espada, e fazem perigar o reino dos cristãos". (ARBMAN, 1971, p. 87).

Diferente da Inglaterra, Escócia e Irlanda em que os vikings estabeleceram assentamentos e colônias, no caso da França, o intuito não foi o mesmo. Essencialmente eles passaram um século realizando expedições de pilhagem. Paris voltou a ser alvo de uma tentativa de cerco em 856 e depois sofreu novo cerco entre 885 e 886. Com exceção do primeiro ataque, no qual os francos perderam, os dois cercos seguintes não chegaram a invadir a cidade, mas os parisienses tiveram que pagar o danegeld.

Imagem: Ilustração retratando o arcebispo Gui recebendo Rollo da Normandia, século XIV. Bibliothèque municipale de Toulouse, Grandes Chroniques de Saint-Denis, Ms 512, fol. 162r.. Autor: Desconhecido (XIV). Licença: CC0 1.0

Imagem: Albino defendendo Guérande contra uma frota viking. Folio 7 da Vida de Santo Albino, século XI. Autor: Desconhecido (<1200). Licença: CC0 1.0

Imagem: O Conde Odo enfrentando os vikings no cerco de Paris (885-886), Jean-Victor Schnetz, c. 1835. Autor: Jean-Victor Schnetz (1834-1836). Licença: CC0 1.0

EXPLORE

INGLATERRA

(VIII)

EXPLORE

ESCÓCIA

(VIII)

EXPLORE

IRLANDA

(VIII)

EXPLORE

IMPÉRIO CAROLÍNGIO

(VIII)

EXPLORE

PORTUGAL E ESPANHA (IX)

EXPLORE

ILHAS FAROE (IX)

EXPLORE

ISLÂNDIA (IX)

EXPLORE

GROELÂNDIA (X)

EXPLORE

CANADÁ (XI)

Expansão

nórdica

MUSEUEXEA

Pesquisar, Preservar e Educar

Informações

Nº. SNIIC: SP-21484

CNPJ: 41.485.112/0001-67

Contatos

(83) 9638-1697

contato@museuexea.org

Av. Governador Argemiro de Figueiredo, n°210 - Sala 001 - 58.037-030 - CXPST: 192

© 2021 Por Museu Virtual Marítimo EXEA. Created on Editor X.

© Museu EXEA

Fique
Informado

Receba nosso boletim informativo semanal.

Obrigado pelo envio!

O Museu Marítimo EXEA é um museu sustentável, que se utiliza do mundo virtual para promover a salvaguarda do patrimônio cultural marítimo a partir do Extremo Oriental das Américas.

Contate-nos

Entre em contato conosco. Retornaremos com a maior brevidade. Bons ventos!

Obrigado pelo envio!