Islândia (IX)

A Islândia é atualmente um pequeno país insular no noroeste da Europa, na divisa entre o Oceano Atlântico e o Oceano Ártico. Seu clima é frio, a terra é pouco fértil e hoje possui pouquíssimas matas nativas, as quais grande parte foi derrubada ao longo dos séculos. O centro da ilha é montanhoso e possui vulcões. A ilha possui belas paisagens com fiordes, vales, campos e praias de areias negras.

A presença escandinava na Islândia, data do começo da segunda metade do século IX, embora não se saiba exatamente quando os primeiros navegadores chegaram à ilha. O manuscrito Landnamabók (“o livro da colonização”), datado do século XII, narra um pouco da história da colonização dessa ilha, apontando diferentes descobridores para ela, dentre os quais estavam Naddod, o Viking e Gardar, o Sueco, os quais na década de 860, a partir das ilhas Faroe navegaram para o noroeste e chegaram à Islândia. Algo possível, já que ambas distam mais de 500 km entre si.

Além desses dois navegadores, um terceiro chamado Floki Vigeldarson, que também passou pelas Faroe, teria viajado diretamente para a Islândia a partir da Noruega, tentando estabelecer uma rota própria para isso. Inclusive é creditado a Floki o nome da Islândia (terra do gelo) devido a ele ter passado o inverno na ilha e avistado muita neve e gelo.

Todavia, a colonização da ilha teria se iniciado na década de 870, quando o chefe norueguês chamado Ingólfur Arnarson se mudou com a família para a ilha em 874, estabelecendo uma fazenda nos arredores de Reikjavik, a atual capital do país. Depois dele seu meio-irmão Hjorleif mudou-se em seguida. Nos trinta anos seguintes vários colonos com suas famílias e escravos, advindos principalmente da Noruega, se mudaram para à ilha. Um dos motivos indicados pelo Landnamabók, deveu-se ao fato que famílias descontentes ou perseguidas pelo rei Haroldo Cabelo Belo (r. 872-930), levou tais pessoas a se exilarem na Islândia, espalhando-se por seu território.

A pecuária e a pesca foram as principais fontes de geração de alimentos, somadas a uma agricultura escassa. No entanto, pela condição de haver muitas terras disponíveis, mas a maioria infértil, muitas fazendas foram estabelecidas sem organização o que levou a conflitos por terras que geraram guerras familiares e ciclos de vingança. O Landnamabók enfatiza bastante essas rixas familiares por disputas pelas terras agrícolas e bons pastos.

Imagem: Ingolf toma posse da Islândia. Autor: Johan Peter Raadsig (1850). Licença: CC0 1.0

Imagem: Rotas de viagem de Gardar, Naddod e Floki pela Islândia. Autor: Max Naylor (2007). Licença: CC0 1.0

EXPLORE

INGLATERRA

(VIII)

EXPLORE

ESCÓCIA

(VIII)

EXPLORE

IRLANDA

(VIII)

EXPLORE

IMPÉRIO CAROLÍNGIO

(VIII)

EXPLORE

PORTUGAL E ESPANHA (IX)

EXPLORE

ILHAS FAROE (IX)

EXPLORE

ISLÂNDIA (IX)

EXPLORE

GROELÂNDIA (X)

EXPLORE

CANADÁ (XI)

Expansão

nórdica

MUSEUEXEA

Pesquisar, Preservar e Educar

Informações

Nº. SNIIC: SP-21484

CNPJ: 41.485.112/0001-67

Contatos

(83) 9638-1697

contato@museuexea.org

Av. Governador Argemiro de Figueiredo, n°210 - Sala 001 - 58.037-030 - CXPST: 192

© 2021 Por Museu Virtual Marítimo EXEA. Created on Editor X.

© Museu EXEA

Fique
Informado

Receba nosso boletim informativo semanal.

Obrigado pelo envio!

O Museu Marítimo EXEA é um museu sustentável, que se utiliza do mundo virtual para promover a salvaguarda do patrimônio cultural marítimo a partir do Extremo Oriental das Américas.

Contate-nos

Entre em contato conosco. Retornaremos com a maior brevidade. Bons ventos!

Obrigado pelo envio!