Portugal e Espanha(IX)

Na época não existiam Portugal e Espanha, estando a península Ibérica dividida entre o Reino das Astúrias (718-924) e o Emirado de Córdoba (756-929). O reino cristão e o reino muçulmano dividiam o controle das terras da península e lutavam entre si, no entanto, a partir do século IX eles ganharam um inimigo em comum: piratas vindos do Norte, os quais começaram a atacar cidades costeiras.

A maioria dos relatos sobre as incursões vikings na península Ibérica são escassos e breves, não fornecendo muitos dados a respeito, todavia, pelos manuscritos medievais é possível acompanhar ataques dos vikings entre os séculos IX ao XI. No caso, o primeiro ataque que se tem conhecimento é datado em 844, na cidade de Gijón, hoje na Espanha. A invasão foi repelida pelas forças locais, forçando os vikings a seguirem viagem e tentando atacar La Coruña na Galiza. Mas novamente não obtiveram sucesso.

Por volta do dia 20 de agosto de 844, a pequena frota adentrou as águas do rio Tejo em Portugal, indo saquear Lisboa, que na época estava sob domínio islâmico. Após o ataque bem-sucedido, os vikings seguiram viagem e em outubro, adentraram o rio Gualdaquevir, indo saquear Cádiz e Sevilha e outras localidades vizinhas. Após esses últimos ataques os cronistas mouros não voltaram a relatar a respeito da presença daqueles piratas. Havendo menções esporádicas de avistamento de seus navios.

Anos depois ocorreu uma nova grande expedição à península Ibérica, tendo sido liderada por Hastein e Björn, Flanco de Ferro que teriam chegado com 62 navios no ano de 859, realizando ataques pela costa portuguesa e espanhola, mas evitando-se as grandes cidades, optando por vilas e portos menores, pois seriam mais fáceis de invadir e saquear. Todavia, o cronista Ibn al-Quitiyah relatou que os vikings teriam atacado a cidade de Mazimma no atual Marrocos, ocupando-a por uma semana. Esse é um dos poucos relatos que sugere a presença escandinava no continente africano. De qualquer forma, após os ataques na península e no Marrocos a expedição adentrou o Mediterrâneo indo para o sul da França e oeste da Itália. E de acordo com Ibn al-Quitiyah, eles teriam ido até Alexandria no Egito, embora não seja algo confirmado.

Nos séculos X e XI os ataques vikings à Portugal e Espanha se tornaram menos frequentes, concentrando-se em determinados períodos como os anos de 966 a 971, em que nessa época Lisboa foi atacada novamente. Posteriormente as fontes medievais citam incursões de 1008 a 1038, nas regiões da Galiza, no Minho, Braga e outras localidades.

Os ataques dos séculos X e XI originaram algumas lendas em que afirmavam que os vikings teriam criado assentamentos, capturado castelos e saqueado Santiago de Compostela. O rei Olavo II da Noruega de acordo com a saga sobre sua vida, teria ainda adolescente participado de pilhagens na Galiza e em Portugal, mas nada disso foi comprovado.

Imagem: Rota da expedição de Hastein e Bjorn em 859. Fonte: Revista Orballo

Imagem: Visitantes do Alto-mar. Autor: Nicholas Roerich (1901). Licença: CC0 1.0

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