Alemanha: da unificação à “Weltpolitik”

Em 1871, a Alemanha tornou-se uma nação unificada e independente. Com um grande poderio industrial e bélico, a nova nação localizada na Europa Central tornou-se de imediato uma nova e importante peça chave no equilíbrio de poder mundial, vista agora como adversária direta da França e da Inglaterra, seus concorrentes diretos. Assim, Otto von Bismarck de imediato percebeu que apesar de ser uma nação desenvolvida, era necessário à Alemanha, expandir-se. A busca por colônias e novos mercados consumidores oriunda da chamada “Weltpolitik” levou em 1887 à famosa “Partilha” da África e da Ásia entre as potências europeias.

Para o desgosto de Bismarck e dos alemães, a nação germânica ficou com uma fatia pequena de colônias na África e Ásia. Ainda assim, eram territórios que poderiam futuramente trazer grandes lucros às empresas alemãs. Ao mesmo tempo, expandir-se pelo globo demandava duas coisas: uma poderosa Marinha de Guerra para defender seus interesses externos e aumentar a tonelagem de sua Frota Mercante. Empresas alemãs de navegação nas últimas décadas do século 19 expandiram-se de forma rápida, ampliando seu alcance global e suas rotas. Haviam navios ostentando a bandeira vermelha, branca e preta em todos os oceanos da Terra no início de 1900: navios cada vez mais rápidos, mais confortáveis e maiores.

Portanto, a Alemanha adentra o século 20 como uma potência cujo poderio expansionista sob um ponto de vista militar e econômico, crescia a largos passos. A competição pela supremacia dos Mares levou a uma corrida armamentista com o Império Britânico, cuja Marinha de guerra era a mais poderosa do planeta. Os gastos militares se expandiram, demandando mais recursos, mais mão-de-obra, e tudo isso passava pela expansão das atividades comerciais. E onde o Brasil entra nessa jogada?