Os mercantes alemães nos portos brasileiros: a longa estadia 

Receoso de ataques ingleses, o capitão Otto Kreyer, comandante do Salamanca, decidiu realizar uma “arribada forçada” ao local mais próximo e seguro do qual o navio alemão estivesse. Coincidentemente, estavam navegando próximos do litoral paraibano. Decidiram assim, adentrar o estuário do rio Paraíba e aguardar o desenrolar dos acontecimentos.

Uma vez em Cabedelo, a primeira providência a ser tomada foi o imediato desembarque dos passageiros [1] que se encontravam no Salamanca e nos outros dois navios alemães que estavam no porto: o Minnenburg e o Persia. Junto aos passageiros de outros navios alemães que também decidiram ficar nos portos brasileiros, foram transferidos para o vapor Olinda, do Lloyd Nacional, sendo conduzidos em seguida, ao Rio de Janeiro.

[1] Até o momento, nas listagens de passageiros desembarcados no Brasil no mesmo ano, não encontramos referências do Minneburg ou do Persia, o que leva a crer que eram apenas navios de carga, diferentemente do Salamanca que levava passageiros.

VIGILÂNCIA

O Salamanca, agora acompanhado dos também alemães Minneburg e o Persia, aguardavam seus destinos. A segunda providência tomada pelos alemães foi a venda da carga que transportavam, pois, a mesma já não seria mais transportada para lugar algum, nem haveria transferência para outros navios. Do Salamanca, foram leiloadas caixas com batatas, alho e cebolas. Assim, conformados em seu cativeiro forçado em um país até então neutro, as alternativas para passar o tédio e manter-se sãos eram extremamente dificultosas. A começar, pelo fato de que eles, por serem de uma nação beligerante, eram constantemente vigiados, tanto pelas autoridades policiais como pela Marinha.

PARAÍSO OU INFERNO TROPICAL

Outro grande problema enfrentado pelos alemães em sua estadia forçada foram as doenças tropicais e o clima. Oriundos de um país frio, o calor dos trópicos lhes era insuportável, bem como deveriam ser os insetos e a falta de conforto e lugares adequados para hospedá-los. Em julho de 1915, Paul Kolp, tripulante do Persia, foi levado até o hospital Santa Isabel em Cidade da Parahyba (hoje João Pessoa) com sintomas de “febre palustre intermitente”.

A navegação mercante em tempos de guerra

Seção IV

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