Inicialmente referido como Forte do Cabedelo, esse nome constou nos registros históricos, administrativos e militares até o começo do século XX. Embora a fortificação também foi chamada de Forte do Matos, em referência a João de Matos Cardoso, um dos seus capitães mais famoso. No entanto, o local é mais conhecido atualmente como Fortaleza de Santa Catarina, nome que advém da sua capela, erigida em data incerta, dedicada a duquesa Catarina de Bragança (1540-1614), neta do rei D. Manuel I de Portugal (1469-1521). Por sua vez, a capela recebeu a invocação de Santa Catarina de Alexandria, um dos 14 santos auxiliares.

Neste texto o visitante poderá conhecer alguns marcos históricos importantes, a visita de figuras ilustres como João Maurício de Nassau e o imperador D. Pedro II, o uso da fortaleza em batalhas, guerras e revoltas, sua destruição, reformas, além de que as imagens como pinturas, mapas, plantas e fotografias mostram como a fortaleza foi mudando de aparência ao longo dos séculos. Dessa forma, optamos por textos curtos e objetivos, como dita esse tipo de formato. Dito isso, recomendamos uma boa leitura.

Timeline da Fortaleza de Santa Catarina

A presente linha cronológica procurou apresentar alguns dos principais acontecimentos relacionados a longa história de mais de quatrocentos anos do Forte do Cabedelo, atualmente mais conhecido como Fortaleza de Santa Catarina; a fortificação fica situada na margem sul do Rio Paraíba, no município de Cabedelo, no estado da Paraíba.

A fortificação de origem colonial é uma das mais antigas do Brasil, ainda em uso, e atualmente serve para fins turísticos e culturais, mas ao longo de quatro séculos ela teve papel importante nas batalhas contra franceses e holandeses, além de ter servido para uso militar de forma ininterrupta por mais de duzentos anos. Até que no final do século XIX, ela entrou em estado de abandono, passando décadas ao relento e descaso, para finalmente ser reformada e reaberta ao público como atração turística.

O Museu Marítimo EXEA é um museu sustentável, que se utiliza do mundo virtual para promover a salvaguarda do patrimônio cultural marítimo associado à relação do ser humano com o Oceano Atlântico.